# Sobre mim


- [Quem sou eu](#quem-sou-eu)
- [O que eu construí](#o-que-eu-construí)
- [De onde eu venho](#de-onde-eu-venho)
- [Como eu trabalho](#como-eu-trabalho)
- [Fora do trabalho](#fora-do-trabalho)
- [Contato](#contato)

## Quem sou eu

Sou psicólogo, com mestrado e formação em psicanálise, e hoje trabalho
com dados públicos brasileiros. Construo ferramentas que entregam esses
dados prontos para conferir: cada número vem com a fonte e o caminho de
volta até ela.

Essa exigência não é preciosismo técnico. Ela vem de duas direções que
se encontraram: da pesquisa, onde um número sem procedência não sustenta
um argumento; e da clínica, onde aprendi que a coisa mais perigosa não é
não saber, é achar que sabe.

## O que eu construí

**[Servidores MCP](./tools/)** — seis servidores que dão a assistentes
de IA acesso ao vivo a dados do IBGE, do Banco Central, do Senado
Federal, do DataSUS e de bases internacionais da OIT e da UNESCO. Toda
resposta carrega procedência; os seis pontuam 100% em conformidade de
protocolo, com verificação automática que impede regressão.

**[Pacotes R](./packages/)** — cinco pacotes de acesso a dados públicos,
dois deles publicados no CRAN: o `educabR`, de dados educacionais do
INEP, e o `healthbR`, de saúde pública.

**Painéis** (em preparação) — visualizações de indicadores
epidemiológicos calculados a partir de dados oficiais do Ministério da
Saúde e do IBGE.

**Um conjunto de dados citável** — a camada de participação do portal
e-Cidadania do Senado Federal, versionada, com DOI no Zenodo e envelope
de procedência campo a campo. É a camada que nenhum pacote de acesso a
dados legislativos cobria.

## De onde eu venho

Antes de escrever código, escrevi sobre psicanálise. Meu primeiro artigo
publicado examina como o conceito de transferência aparece nos *Estudos
sobre a histeria*, de Breuer e Freud — e defende que aquilo que a
tradição posterior tratou como “toda a relação entre paciente e
analista” era, no texto original, uma coisa bem mais específica e mais
estranha.

Isso parece distante de baixar microdados do DATASUS, e não é. Nos dois
casos o trabalho é o mesmo: ler a fonte com cuidado, descobrir onde ela
diz menos do que parece dizer, e não deixar a interpretação passar por
descrição.

## Como eu trabalho

Três coisas que eu faço sempre, e que explicam a maior parte das minhas
escolhas técnicas:

**Procedência antes de conveniência.** Um número que não pode ser
rastreado até a origem não entra numa análise minha. É por isso que todo
servidor e todo pacote devolve a fonte junto com o dado.

**Verificação derivada da fonte.** Contagem escrita à mão ao lado do que
ela descreve apodrece em silêncio. Prefiro um teste que confronte a
afirmação com a origem — e que reprove alto quando divergir.

**Erro barulhento em vez de resposta plausível.** Quando não dá para
responder com segurança, a ferramenta tem que dizer isso. Dado errado
com rótulo bonito é pior que erro, porque parece resposta.

## Fora do trabalho

Leio filosofia e história, assisto documentários e passo tempo com a
família. Acho que uma vida equilibrada faz pensar melhor — e desconfio
de quem só tem uma coisa na cabeça.

## Contato

Escreva para <sbissoli76@gmail.com>, ou me encontre no
[GitHub](https://github.com/SidneyBissoli) e no
[LinkedIn](https://linkedin.com/in/sidneybissoli/).
